quinta-feira, 19 de maio de 2011

Relatório do Banco de Portugal arrasa Sócrates - a perda de credibilidade

O Relatório Anual do Banco de Portugal sobre o estado do país, publicado ontem, é um rol das razões por que Sócrates nos saiu tão caro. No seu balanço geral, o relatório começa por explicar como a situação portuguesa se tornou singular e não confiável entre todas:
«As condições de acesso aos mercados de financiamento internacionais deterioraram-se de forma acentuada ao longo de 2010 e início de 2011. Os investidores internacionais singularizaram a economia portuguesa principalmente em função do elevado nível de endividamento externo e do baixo crescimento tendencial, em conjugação com níveis do défice e da dívida pública relativamente altos e superiores ao esperado.»

Novas Oportunidades - Sócrates ao espelho

Se o seu filho ou filha trabalha e se esforça para entrar na Universidade, fique a saber como se faz à maneira do governo Sócrates (a legenda da foto do Expresso retrata toda uma maneira de fazer as coisas, todo um carácter).

Combatividade ou arruaça?

A realidade começa a ser posta perante a cara de Sócrates. E Sócrates não gosta. Nem da realidade, nem das pessoas que lha trazem. Veja aqui, o que aconteceu hoje numa conferência do Diário Económico, onde, antes, já Sócrates admoestara o director da publicação, moderador, por lhe fazer perguntas. Sendo assim, o director passou as perguntas para a plateia, e o resultado foi este. Com os outros líderes partidários, tudo correu educadamente.

Pergunta simplória

O epíteto de «aventureiro irresponsável» aplicado por Sócrates (e os papagueadores de serviço) a Passos Coelho cabe na classificação de «insultos» e «brejeirices» sobre que, há dias, o candidato socialista vertia lágrimas de crocodilo?

A ver quem faz jornalismo ...

Os eleitores devem prestar especial atenção ao tipo de comunicação social que têm. Como amostra, sugere-se que prestem, hoje, especial atenção aos telejornais das 20 horas, para ver se alguma televisão tenta secundarizar ou esconder a notícia do Público, um escândalo, de que afinal Sócrates preparou a privatização das Águas de Portugal, quando agora acusa de irresponsável quem quer fazê-lo. Às 13, a Sic tentou relativizar a notícia. Veremos se o brio jornalístico consegue sobrepor-se, às 20.

Sócrates autodefine-se: «um aventureiro irresponsável»

Foi, primeiro, a descida da Taxa Social Única. Mal o PSD anunciou as suas medidas programáticas, Sócrates sem programa (e os papagueadores de serviço) lançaram-se em nervosos ataques. Mas veio a saber-se que a descida da Taxa Social Única era uma medida acordada (e subscrita pelo PS) no Memorando de Entendimento com a comissão tripartida FMI/UE/BCE.
Seriedade-1, Sócrates-0
Foi, depois, a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Mal Passos Coelho anunciou essa intenção, logo Sócrates (e os papagueadores de serviço) apontaram dedos e lançaram os epítetos de que depois tanto se queixam. Mas veio a saber-se que a privatização da Caixa Geral de Depósitos era uma medida acordada (e subscrita pelo PS) no Memorando de Entendimento com a missão tripartida FMI/UE/BCE, porque a privatização da Caixa Seguros não é outra coisa.
Seriedade-2, Sócrates-0
Foi, finalmente, a privatização das águas, sugerida por Passos Coelho. «Aventura irresponsável», clamou Sócrates (e os papagueadores de serviço). Mas vem afinal a saber-se aqui, desenvolvidamente, que o próprio Sócrates e o inefável Mário Lino (o homem que jamé tiraria o aeroporto da Ota, e que acha que há um deserto em Almada) trataram esforçadamente disso mesmo que agora chamam «aventura irresponsável».
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Ninguém sério compraria um automóvel a este homem. Mas, reformulando a pergunta: comprar-lhe-ia um triciclo? E com quantas testemunhas?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Maldades da memória

Sócrates, em 2004: «Uma taxa de desemprego de 7,1% é bem a marca de uma governação falhada.»
E 12,4 %?